terça-feira, 16 de agosto de 2011

A ética unida com a estética do pensamento seria a base para formação dos futuros
cidadãos. A educação tem força de transformação. Seria então esse o caminho? Participo de uma
experiência escolar que optou por ter uma disciplina denominada Ética e Cidadania, na qual a
análise social, discussões de casos, valores constituídos são pontos essenciais dessas aulas. Não
defendemos, porém, que este seja um trabalho disciplinar e com horário estipulado. Entendemos ser
uma formação multidisciplinar, indo além da educação escolar de tamanha importância e
complexidade que merece um momento reservado para reflexões específicas.
Preocupa-nos situações em que as crianças e jovens demonstram não compreender a
gravidade de suas ações. Como foi o caso de um adolescente que pagou dez reais para que uma
colega fizesse seu trabalho. Onde está a ética do comportamento? E a estética da alma? A
professora Dra. Maria da Conceição Almeida acredita que é possível transformar a ética numa
estética da vida e cita Deleuze “o conceito do pássaro deve contemplar a beleza da plumagem para
além da classificação da espécie”.
Os Parâmetros Curriculares Nacionais sugerem trabalhar conceitos estéticos. É
importante começar cedo! Valorizemos atividades de contemplar flores, plantas, recursos naturais.
Valorizemos atitudes cordiais, íntegras, sérias. Recusemos convivência com a corrupção, a
competitividade que cega os olhos, a supervalorização do poder. Assim, a vida será eticamente mais
bela!

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